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A fotografia como profissão

Autor: Rejane Romano
Foto: Arquivo pessoal
O jovem Júlio Mariano (foto) já foi aconselhado a dedicar-se a carreira como modelo, mas ele prefere estar por trás das câmeras. Mesmo sem ter se profissionalizado ele sonha com a carreira de fotógrafo.
 
 
 
 
 
 
 
"Tudo começou quando ganhei meu primeiro celular com câmera. Eu me apaixonei pela fotografia, mas não sabia nada além da Regra dos Terços (a regra dos terços é uma teoria utilizada na hora de compor uma imagem. Se caracteriza em dividir uma imagem em duas linhas horizontais e duas linhas verticais, em que os 4 pontos de interseção dessas 4 linhas são os pontos onde os nossos olhos têm maior atenção). Eu programava o celular para bater algumas fotos minhas e fazia algumas imagens com uma boa composição. Desde aquele tempo eu já gostava muito de tirar fotos e meus amigos sempre me incentivaram nesse quesito, pois minhas fotos eram diferentes das demais. Comecei a trabalhar, guardei dinheiro e então comprei uma câmera semiprofissional que me ajudou bastante por um tempo. Mas eu não estava satisfeito e resolvi guardar dinheiro novamente até consegui comprar uma DSLR para me aprofundar cada vez mais, No começo foi pra tirar mais fotos minhas, mas então comecei a ter pedidos de alguns eventos e marcas de vestuário. Hoje eu faço alguns trabalhos através da fotografia e gosto muito. É gratificante ver o cliente satisfeito com algo que faço de coração", explica o fotógrafo amador.  
 
 
Em média um fotógrafo profissional recebe por evento em torno de E$300, numa capital como São Paulo e o auxiliar R$200. A área é bastante abrangente, pois há opção de registrar casamentos, festas, eventos... Quem conquistar uma boa quantidade de clientes e de divulgação tem trabalhos o ano todo, durante a semana e principalmente aos sábados e domingos. 
 
 
Além disso, quem se dedicar pode ainda ter o trabalho reconhecido como Sebastião Salgado e Jr Duran, inclusive observa-se a ausência de fotógrafos negros de destaque.
 
 
"Eu me agrado com todos os segmentos, creio que cada um traz a sua beleza. Mas gosto muito da fotografia de moda, principalmente para algumas marcas que se promovem através do Facebook e Instagram, redes sociais que são praticamente e-commerce. É muito legal quando vejo a fotos finalizadas que prendem a atenção dos clientes e causam uma certa agitação relacionada ao produto a ser vendido", conta Júlio. 
 
 
 
 
 
 
O fotógrafo autodidata pretende investir na máxima de unir o útil ao agradável e ganhar dinheiro fazendo aquilo que gosta. "Tenho muito interesse em me aprofundar mais na fotografia,  pois um dia quero que seja a minha profissão", planeja. Cursos são o mais indicado para quem deseja especializar-se. 
 
 
Porém, ele não descarta a possibilidade de estar a frente das câmeras. Vaidoso, mantém cuidados adotados pelos modelos. "Gosto de me cuidar, tenho convicção de que todo cuidado é essencial. Faço o uso de óleo corporal e cremes para não deixar a pele ressecada. Shampoos e cremes para o cabelo também não podem ficar fora da lista! E ainda creme para o rosto, sabonete para limpeza profunda e perfumes!",  revela sem medo de ser chamado de metrossexual. "Hoje eu me considero sem dúvidas um metrossexual! Toda semana costumo fazer a barba, cortar o cabelo e depilar algumas partes do corpo. Gosto de me vestir bem e sempre que possível invisto em vestuário diferenciado. Quanto ao machismo referente ao homem se cuidar, considero como falta de conhecimento ou até mesmo ignorância. Acredito que o homem moderno deveria ter mais cuidado em geral", conclui.

 

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