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Conselheiro especial da ONU condena ataque em Orlando e discurso de ódio contra comunidades LGBT

Autor: nacoesunidas.org
Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

"Fiquei particularmente enojado ao ouvir líderes religiosos elogiarem os assassinatos de membros da comunidade LGBT", disse o conselheiro especial da ONU para a prevenção do genocídio, Adama Dieng, referindo-se às declarações de alguns líderes religiosos, incluindo a manifestação de um que rotulou as vítimas como "pervertidas repugnantes e pedófilas" e que pediu aos governos em todo o mundo "para executarem as pessoas LGBT".

 

Adama Dieng, conselheiro especial das Nações Unidas para a prevenção do genocídio. 

 

O conselheiro especial das Nações Unidas para a prevenção do genocídio, Adama Dieng, condenou na semana passada (17) o ataque criminoso que ocorreu em Orlando (12), na Flórida, no qual 49 pessoas foram mortas e 53 ficaram feridas.

 

Ele expressou grave preocupação com a disseminação de ódio, de homofobia e de islamofobia que se seguiu ao incidente contra lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans (LGBT).

 

"Em um momento em que se tem maior necessidade de compaixão e solidariedade, eu estou chocado com os esforços imediatos e vergonhosos de alguns líderes políticos e religiosos em manipular e politizar os acontecimentos em Orlando para alimentar o medo, a intolerância e ódio", disse Adama Dieng.

 

"Fiquei particularmente enojado ao ouvir líderes religiosos elogiarem os assassinatos de membros da comunidade LGBT", acrescentou, referindo-se às declarações de alguns líderes religiosos, incluindo a manifestação de um que rotulou as vítimas como "pervertidas repugnantes e pedófilas" e que pediu aos governos em todo o mundo "para executarem as pessoas LGBT".

 

Dieng também criticou o pedido por parte de alguns políticos de citar o islamismo radical como a causa do ataque em Orlando, de banir os muçulmanos dos Estados Unidos e de rotular todos os muçulmanos como "terroristas".

 

"As minorias religiosas e sexuais estão sujeitas à discriminação, à violações dos direitos humanos e à violência em todo o mundo, incluindo nas sociedades pacíficas e democráticas", afirmou Dieng.

 

"É simplesmente inaceitável que os líderes influentes, incluindo líderes políticos e religiosos, espalhem esse tipo de mensagens homofóbicas e islamofobia perigosas que temos visto no discurso público e nos meios de comunicação esta semana", acrescentou.

 

O especialista lembrou aos líderes políticos e religiosos que qualquer apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que estimule a discriminação, a hostilidade ou a violência é proibida pelo direito internacional dos direitos humanos, bem como pelas legislações de muitos países.

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