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Pequena África preserva a história e cultura africana no Rio de Janeiro

Autor: Rejane Romano
Foto: Reprodução

Se você está no Rio de Janeiro para acompanhar as Olímpiadas aproveite e inclua em seu roteiro a "Pequena África", um recanto da comunidade afrobrasileira localizado na Região Portuária.

 

A "Pequena África" ganhou este nome devido ao comércio de escravos. Após a abolição da escravatura o local abrigou escravos libertos que permaneceram trabalhando na região e ainda recebeu negros e africanos libertos da Bahia ou do interior viajaram para a Pequena África a procura de trabalho e de uma vida entre os seus. Neste local eles puderam reconstruir suas vidas com moradias, centros comerciais e religiosos.

 

Confira alguns locais de destaque:

 

Pedra do Sal

 

 

A Pedra do Sal é o mais antigo bairro negro continuamente habitado no Rio. Oficialmente reconhecida como quilombo em dezembro de 2005, é conhecida como o local de nascimento do samba e do carnaval. O lugar recebeu seu nome devido a pedra enorme que se encontra no local, usada para secar e vender o sal na época em que as águas da baía ainda alcançavam as suas margens.

 

A Igreja Negra

 

 

A Igreja Negra, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, construída entre os anos de 1700 e 1737, carrega a lenda de ser o sepulcro de muitos personagens afrobrasileiros importantes, como Anastácia, a escrava considerada santa por muitos.

 

Cais do Valongo

 

 

Localizado no centro da Pequena África, o Cais do Valongo possui vestígios arqueológicos do local onde se encontrava o mais ativo mercado de escravos do Rio de Janeiro. Durante sua operação entre 1774 e 1831, um número estimado de 500 a 700 mil africanos escravizados e capturados foram forçados a atravessar o oceano Atlântico e desembarcar no Cais do Valongo. 

 

Um espaço que tinha ainda como propósito esconder o mercado de escravos das elites do Rio de Janeiro, a qual estava preocupada em não contrair doenças. Após anos de reclamações das elites, o ponto de desembarque do mercado de escravos mudou-se para a região do Valongo na Pequena África.

 

Em 1843, a Prefeitura do Rio de Janeiro construiu uma estrutura por cima do Cais de Valongo a fim de apagar da memória o mercado de escravos e criar um novo porto de entrada para a chegada da princesa italiana Tereza Cristina de Bourbon, a esposa do Dom Pedro II. O nome da rua mudou de Rua do Valongo para a Rua da Imperatriz. Entre 1904 e 1910 a prefeitura construiu um aterro por cima, onde hoje é a Praça Mauá. Em 2011, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), conduzir um estudo de pesquisa arqueológica na região e encontrou vários artefatos trazidos pelos africanos escravizados.

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